Um estudo do INED (Instituto Nacional de Estudos Demográficos da França) revela que apenas 36% das mulheres de baixa renda utilizam um método contraceptivo reembolsado pelo sistema público de saúde, em comparação com 46% das mulheres com renda mais alta. Essa disparidade persiste em todas as fases da vida reprodutiva.
Embora o seguro saúde reembolse certos contraceptivos, o estudo do INED enfatiza que o reembolso não garante a eliminação de outros obstáculos que podem dificultar o acesso à contracepção para mulheres de baixa renda. Essas mulheres podem encontrar dificuldades para acessar profissionais de saúde que prescrevem contraceptivos ou desafios administrativos para manter sua cobertura da previdência social.
Mulheres de baixa renda entre 20 e 24 anos usam contraceptivos orais com menos frequência e implantes com mais frequência do que aquelas com renda média ou alta. Entre 45 e 49 anos, elas usam dispositivos intrauterinos (DIUs) hormonais com menos frequência.
O estudo foi realizado com dados do seguro saúde de 14,8 milhões de mulheres, com idades entre 15 e 49 anos, residentes na França em 2019. Entre elas, 11% viviam abaixo da linha da pobreza monetária.
Sophie de Duiéry
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